O verão aquece os balneários de Santa Catarina com diversão e turismo, mas também traz um desafio silencioso: o aumento das viroses. Doenças como a gastroenterite, comuns nesta época, afetam especialmente crianças e idosos, e seu impacto é intensificado pela má conservação de alimentos, ingestão de água contaminada e pelo calor intenso.
Mais de 2 mil casos foram registrados apenas na primeira semana de 2024 em praias da Grande Florianópolis e Vale do Itajaí, segundo a Secretaria de Saúde do Estado.
Este ano, o cenário se repete, com hospitais lotados e relatos alarmantes. Os sintomas de gastroenterite incluem diarreia, vômitos, dor abdominal e febre, podendo levar à desidratação grave se não tratados adequadamente.
Além dos cuidados com alimentos e higiene pessoal, é crucial observar as condições de balneabilidade das praias. Santa Catarina mantém um sistema de monitoramento contínuo da qualidade da água. Este monitoramento, ampliado em 2022 para incluir a análise de vírus na água de rios e mares, tem papel essencial na identificação de riscos à saúde pública.
A prevenção exige ações individuais e coletivas. Entre as medidas recomendadas estão consumir água tratada, evitar alimentos crus de procedência duvidosa, higienizar as mãos frequentemente e não frequentar praias classificadas como impróprias para banho.
Ao transportar alimentos para a praia, é fundamental mantê-los refrigerados adequadamente e descartar aqueles que apresentem sinais de deterioração, mesmo dentro do prazo de validade.
Crianças, idosos e imunodeprimidos merecem atenção especial, pois são mais vulneráveis à evolução da doença. Nos casos de sintomas graves ou persistentes, buscar atendimento médico é indispensável para evitar complicações.
Os balneários catarinenses têm muito a oferecer, mas a segurança sanitária deve ser prioridade. A colaboração entre autoridades, empresários do setor turístico e a população é a chave para um verão saudável e inesquecível. Que a estação seja marcada pela alegria das ondas, não pelos transtornos das viroses.