Em entrevista ao canal argentino Carajo Stream, Eduardo Bolsonaro sugeriu que o Brasil poderia considerar sua saída do bloco BRICS, caso a atual orientação diplomática do governo de Luiz Inácio Lula da Silva seja mantida. Ele expressou preocupações sobre a composição do grupo e suas possíveis implicações para os interesses brasileiros.
Críticas à composição do BRICS
Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro criticou a composição do BRICS, que atualmente inclui 11 países: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Ele argumentou que o bloco busca se opor aos Estados Unidos, o que, em sua visão, poderia prejudicar os interesses do Brasil e provocar atritos desnecessários com os norte-americanos.
“Está em cima da mesa a saída do Brasil do BRICS”
—Eduardo Bolsonaro
Preocupações com a moeda comum
Eduardo também expressou preocupações sobre as discussões em torno da criação de uma moeda comum do BRICS. Ele questionou a iniciativa, que visa ampliar o uso de moedas nacionais no comércio internacional e reduzir a dependência do dólar. Segundo ele, o Brasil deve exercer influência regional sem assumir compromissos que possam colocá-lo em conflito com os Estados Unidos.
Participação do Irã e tensões regionais
Outro ponto de crítica foi a participação do Irã no BRICS. Eduardo mencionou as tensões entre o regime iraniano e os Emirados Árabes Unidos, que também fazem parte do bloco. Ele destacou que essas tensões podem complicar ainda mais as relações dentro do grupo.
Possíveis rumos da política externa
Ao final da entrevista, Eduardo Bolsonaro reiterou que a permanência do Brasil no Brics dependeria dos rumos da política externa adotada pelo governo. Ele sugeriu que, mesmo que o Brasil continue no grupo, seria necessário rever a postura em relação aos demais integrantes para proteger os interesses nacionais.