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Grupo que planejava ataques no DF tinha plantas de órgãos da Esplanada

Oito homens envolvidos com neonazismo e misoginia – entre eles, um seminarista – planejavam um atentado em Brasília durante as eleições. A investigação foi detalhada nesta terça-feira (4), após operação realizada em cinco estados.

Os suspeitos têm idades entre 19 e 31 anos e são dos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Pernambuco. Os perfis são variados, de acordo com o coordenador de inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal, Maurílio Coelho.

“A maioria deles está mais na faixa de 19 aos 25 anos. Os empregos são os mais variados, até a ausência de empregos. Trabalham na iniciativa privada e, conforme o delegado Barreto mencionou, tem um que está até no seminário, no mosteiro”.

Não houve prisões durante a operação. Segundo Maurílio, neste primeiro momento, a ação teve como foco a busca e apreensão para confiscar celulares e computadores para entender o grau de planejamento.

A apuração começou a partir de um relatório do Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, produzido a partir de informações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Após a identificação, eles tiveram os endereços descobertos e passaram a ser monitorados. Os investigados discutiam o plano pelo Telegram em grupos públicos.

Segundo o coordenador de inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF), o grupo não definiu nomes de autoridades como alvos e se colocava contra o sistema político como um todo.

Os membros compartilhavam plantas e mapas de prédios da região central, com foco na Esplanada dos Ministérios, como afirmou Maurílio.

“Então eles fizeram um desenho da área central, marcando todos os ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, e estavam a definir qual seria o alvo primário. E em complemento, eles difundiram a planta baixa do Palácio do Planalto, como escolha de alvo primário”.

Segundo o Ministério da Justiça, o grupo extremista ainda usava o aplicativo de mensagens para disseminar conteúdos neonazistas, antissemitas e de ódio contra mulheres, além de recrutar integrantes.

 

*Reportagem de Gabriel Brum e Locução de Daniella Longuinho


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