O Ibovespa operava em baixa nesta terça-feira (11), pressionado por ações de primeira linha, em um pregão marcado pela leitura da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), pelo resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho e por cautela com o cenário externo e doméstico. O movimento também ocorre em meio a sinais de saída de capital estrangeiro da B3.
Após abrir a sessão em 172.180,01 pontos, o índice chegou a subir 0,12%, na máxima de 172.385,51 pontos. Na sequência, passou a cair e atingiu mínima de 170.551,26 pontos, com recuo de 0,95%. Mais tarde, a baixa chegou a 1,07%, aos 170.342,58 pontos.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram a ata do Copom e o IPCA de julho. Na semana passada, o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14% ao ano. Na ata, a autoridade monetária reafirmou que a magnitude do ciclo de juros será ajustada “à luz da evolução do cenário” e destacou que choques de oferta têm influenciado a trajetória recente e prospectiva da inflação.
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O colegiado também manteve a avaliação de que o balanço de riscos segue com assimetria altista e apontou que a atividade econômica manteve trajetória de moderação. A leitura no mercado é de um comunicado mais duro, embora ainda sem eliminar a possibilidade de novas quedas da Selic.
O IPCA de julho subiu 0,07%, acima da mediana de 0,03%. Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,44%, também acima da expectativa de 4,40%. Para Gabriel Magno, especialista em investimentos e sócio da AW Capital, a diferença pequena entre o dado observado e a projeção dos analistas sustenta uma postura cautelosa do Copom nas próximas decisões.
João Debom, sócio da Supernova Investimentos, avalia que o IPCA retrata um presente ainda comportado, enquanto a ata indica atenção maior do Banco Central com o comportamento futuro da inflação, especialmente diante de componentes sazonais, com destaque para alimentos.
No exterior, o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, em meio ao impasse entre Estados Unidos e Irã, manteve a instabilidade nas cotações do petróleo. No mercado acionário, Petrobras caía quase 1,5%, enquanto Vale recuava 0,33%, mesmo com a alta de 1,26% do minério de ferro em Dalian.
Na véspera, o Ibovespa havia encerrado em baixa de 0,19%, aos 172.179,93 pontos. Nesta terça-feira (11), a combinação entre cautela fiscal, inflação ligeiramente acima do esperado, leitura mais firme da ata do Copom e instabilidade externa manteve o índice nas mínimas do pregão.
Fonte: Estadão Conteúdo
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