O ex-zagueiro Marquinhos Silva, cria do Corinthians e com passagens marcantes por Avaí e Figueirense, onde levantou taças nas duas equipes, é o personagem do quadro Porta Aberta do jornal ND e portal ND Mais.
Na quadra de futebol em que aperfeiçoa futuros atletas, Marquinhos abre o jogo sobre os erros e excessos do início de carreira, que lhe custaram jogos e dinheiro no Timão, o descaso do Furacão no período em que sofreu por uma acusação de doping e a chegada ao Leão após cruzar a ponte.
ND Mais: Quando e onde começa a tua carreira profissional?
Marquinhos SIlva: O início de tudo foi no Corinthians, fiquei 17 anos dentro do clube. Entrei criança, com sete anos, mas não com a visão de ser um atleta. Comecei no futsal e conforme fui ficando mais velho entendi o que era ser um atleta profissional e comecei a focar mais.
Se manter no clube por tanto tempo não deve ter sido fácil…
Eram 500 garotos todo ano batendo na porta querendo tomar o seu lugar e sempre tendo de provar. Subir de categoria do infantil para o juvenil era um processo difícil. Com 16 anos passei a ser convocado para a seleção brasileira e subi de nível. Dos 16 aos 19 defendi a Seleção, foram quatro anos. Eu bati 1,92 metro com 17 anos e não tinha como não ser zagueiro.
Como era a vida com a família nessa fase antes de ser profissional?
Quando fiz 14 anos ganhei uma bolsa para estudar, só que era longe de onde eu morava. Sou da Zona Leste de São Paulo e fui para um colégio particular para poder jogar por eles. Fiquei três anos nessa batida, acordava às 4h30 da manhã com os meus pais, eles eram comerciantes e tinham boteco, era boteco mesmo dos caras tomarem pinga, era lá no Brás. Saía com eles e ia para o bar, dormia dentro do carro, e quando dava 6h30 tomava café no bar e ia de ônibus e metrô para o colégio. Após a aula voltava para o bar, almoçava e depois pegava ônibus para o Corinthians, só chegava em casa 19h30 e no outro dia tinha que acordar e fazer tudo de novo.
E dava vontade de desistir?
Meu pai e minha mãe não me pressionavam, mesmo cansado, mas abracei aquela rotina mesmo jovem porque era o que precisava ser feito. Estava em um colégio bom, jogando no Corinthians e o incentivo dos meus pais em me ajudar me manteve firme. Meus pais não faltavam em um jogo, em todos eles estavam, mas nunca abriram a boca para me pressionar.
Zagueiro fez parte da Seleção Brasileira na baseFoto: Rodrigo Polidoro/ND MaisQuando chega a primeira convocação ainda na base, lembra daquele dia?
Tenho fotos do meu pai em casa com o uniforme da seleção, os dois orgulhosos. A primeira convocação não caía a ficha, aí você vai e quando volta traz a camisa, fala das vivências e de conhecer a Granja Comary, como eram os quartos, era um sonho. Em Teresópolis os atletas assinavam na mobília de cada quarto, concentrava em dupla, e ficava vendo as assinaturas do Ronaldinho, do Ronaldo… imagina você jovem e vivenciando isso? É nostalgia pura.
E quem estava contigo nessa época da Seleção?
Peguei uma geração de atletas que tinha Adriano Imperador, Léo Lima, Rubinho, Diego Cavalieri e depois ainda chegaram Eduardo Costa, que é daqui também. No sub-20 joguei com Edu Dracena, Luisão, Michel Bastos, Júlio Batista, Fábio Rockembach, Kaká, era uma safra muito boa. Desde a primeira convocação até o meu último ciclo no sub-20 sempre fui titular. Eu jogava mesmo com o Dracena já profissional e capitão no Guarani, o Luisão capitão no Cruzeiro e eu ainda não jogava no profissional do Corinthians, só na base. Quando subi para o profissional foi difícil ter uma sequência, demora dois anos.
E quando acontece a estreia no profissional?
Com 17 anos já era campeão do mundo sub-17, mas a primeira partida no profissional foi o jogo contra o Vasco. Marquei o Romário, saiu em tudo quanto lugar, o Romário me elogiou após o jogo, falou que era um zagueiro de muito futuro. O que acontece? Achei que teria a mesma moral das categorias de base e teria um lugar lá cativo no profissional, que eu tinha que ser titular. Foi onde me perdi, eu não consegui lidar com as frustrações de não ser relacionado ou ficar na reserva. E o que acontecia? Colocava a culpa no clube, na comissão técnica. Subi depois do título do Mundial de Clubes, só feras e eu queria um lugar cativo e isso acabou me atrapalhando. Em sete anos no profissional do Corinthians fiz 70 jogos.
E qual motivo para poucos jogos em tanto tempo?
Em me perdi, cara. Era noite, mulherada, balada. Coisa que a gente cansa de ver por aí e aconteceu comigo porque eu não sabia lidar. Eu não jogava no time, mas era chamado para a Seleção. E o que aconteceu? A Seleção virou meu clube. No Corinthians eu quebrava na noite, não treinava bem, não descansava, não era atleta e não conseguia performar. Nessa hora com algum dinheiro, com as portas que se abriram, era muito difícil resistir e dizer não.
Por exemplo, quando eu não era convocado tinha sábado à tarde e o domingo livre e o telefone não parava de tocar. Com 18 anos ia falar não? Eu ia viver a vida de um garoto normal, mas não de atleta.
Teve algo marcante nesse período?
Quando assino o meu primeiro contrato profissional, que tenho um salário bom, peguei um dinheiro na mão e tenho a maior das vitórias como atleta: chego para os meus pais e peço para venderem o bar, quem iria sustentar a família era eu. Eles já tinham uma certa idade, então com 17 anos tive essa vitória.
Como você enxerga isso hoje?
Enxerguei quando fui para o Atlético-MG em 2005, emprestado depois da famosa briga com Tevez. O Tite, que tinha trabalhado comigo no Corinthians, me deu a oportunidade. Só que cheguei com a mesma mentalidade de moleque, de querer jogar. No primeiro jogo, contra o Inter, entrei no intervalo e fui bem. Aí foi o problema, já fui conhecer a noite de Belo Horizonte e aí o Tite ficou sabendo, me chamou, me deu uma baita dura. Na semana seguinte, no treino, machuquei a coxa e fiquei quase três meses fora. Em seis meses no Galo fiz seis jogos. Ali tomei a decisão: ou paro ou tomo um rumo na minha vida.
Já tinha na minha mente essa questão de parar com a bagunça, com a noite, que precisava arrumar uma mulher. Até brinco que a minha esposa foi a virada de chave, porque conheço ela em Belo Horizonte e estamos casados há 20 anos. Ela volta comigo para São Paulo e logo em sequência fica grávida. Tenho uma filha de 19 anos e foi quando comecei a ser atleta de verdade aos 24 anos. Aí foi a retomada e eu falo, né? Deus me abençoou de eu ter uma segunda oportunidade, porque no Brasil ninguém mais me queria, cara.
E como foi a sequência a partir daí?
O Corinthians não me queria mais, tinha dois anos de contrato e tinha a fama de baladeiro.A retomada foi na Turquia. Fui de uma forma muito aleatória, sem empresário. Era um contrato de cinco e um salário de 30% do que eu ganhava no Corinthians. Cheguei no último dia de inscrição, correria danada, exame, assinei o contrato lá. E aí fiquei 5 meses nesse clube. Eu fui muito bem e tenho uma transferência para um clube melhor de Istambul, onde fiquei três anos.
Queria terminar a carreira lá, sem brincadeira, mas vim embora porque tive uma lesão muito grave de hérnia de disco. Vim para parar de jogar com 29 anos, não conseguia mais. Fiz cirurgia na Alemanha, tudo cheio de tecnologia, mas não conseguia. Jogava um jogo e ficava cinco fora. Nesse período perdi meus pais e mentalmente estava muito mal. Na minha visão eu estava roubando o clube, pegando dinheiro sem jogar. O meu contrato era crescente, aumentava por ano, e abri mão de mais de um milhão de dólares. Até eles não acreditaram.
Marquinhos Silva guardou camisa da época do FigueirenseFoto: Rodrigo Polidoro/ND MaisQuando é que você chega ao Figueirense?
Por acaso também, em 2014. Jogo no Botafogo-SP e depois no Guaratinguetá na Série B. Joguei contra o Figueira em 2013 os dois jogos, o time sobe. Acabou a Série B e estava esperando algum clube e vou jogar o Paulistão pelo Comercial com o Toninho Cecílio. O empresário que trouxe o Giovanni Augusto para o Figueirense me chamou que estavam atrás de zagueiro. Eu acertei tudo, mas a minha esposa estava com uma gravidez de risco, já havia tido dois abortos, e o Comercial não queria liberar.
Quando o Figueirense me mandou a passagem o empresário me ligou, e eu já estava no aeroporto, e ele falou para não embarcar: “O diretor do Comercial conhece o diretor aqui do Figueirense e falou que não vai te liberar”. Eu estava com o documento assinado, a liberação, e falei: “Cara, minha mala já despachou, já estou embarcando”. Cheguei aqui e o diretor Rodrigo Pastana falou assim: “Tu tens dois dias para resolver isso, senão vem outro”. Advogado esportivo conheço bastante, um amigo me ajudou, paguei uma taxa de R$ 200 e deu baixa na Federação Paulista. Cheguei e estava para iniciar e a zaga era Thiago Heleno e Nirley.
E demorou para jogar, hein?
Os dois eram titulares e capitães. Os dois jogando bem para caramba, Assunção batendo falta, escanteio na cabeça dos caras e gol dos dois. Acabei entrando em cinco jogos do Catarinense e fui bem. No Brasileirão o Eutrópio é demitido cedo e o Guto Ferreira me deu sequência, fiz dupla com Thiago Heleno o ano todo e depois em 2015 com o Bruno Alves. Com o Thiago foi o atleta que mais deu liga, em performance e tudo, tanto que os torcedores lembram bastante, né?
E como você vê o Figueirense hoje em dia?
Ah, é triste. Estava conversando que não consigo assistir ao jogo do Figueirense. Fico muito triste pela questão de quem está na frente do clube. Eles não estão vendo que estão acabando com o clube e o futebol é muito simples. O Figueirense foi um dos primeiros clubes a virar SAF. Cara, tenho um carinho enorme pelos dois. O Figueirense, com tudo o que aconteceu na minha história, tem situações que todo mundo acha que eu não tô nem aí, mas tenho um respeito muito grande pelo clube. Como eu queria ter terminado minha carreira no Figueirense. Eu moro aqui hoje e é triste ver o clube numa situação dessa.
Você teve uma questão de doping e depois deixou o Figueirense…
A minha história dentro do Figueirense termina com o doping, foi o momento mais difícil da minha carreira e o clube realmente virou as costas para mim. Isso daí levo com tristeza de quem estava à frente. Não é entidade, mas sim o clube. Foi em 2017 e 2018 que aguardo o julgamento. Jogo a Série B e eles me acusam de doping no jogo contra a Chapecoense. Fiquei suspenso 30 dias e não recebi uma ligação do Figueirense. Fiquei treinando sozinho e terminado os 30 dias poderia jogar. Quando eu voltei era o Márcio Goiano o treinador. O time estava mal no Catarinense e o auxiliar do Márcio, que tinha jogado comigo no Corinthians, avisou que queriam me usar. Já tinha 35 anos ,estava um mês treinando sozinho, eles nem sabiam e nem perguntaram o que eu estava fazendo de treino. Com cinco minutos me machuquei, uma lesão muscular natural pelo período fora. Fui julgado no final da temporada, uma briga para não cair para a Série C, salário atrasado, eu ajudando a segurar o grupo devido a ser o líder e tal, e peguei dois anos de suspensão.
Não tive nenhum apoio do clube, nem jurídico, gastei mais de R$ 100 mil para provar minha inocência. Contratei uma médica para provar que não usei anabolizante, nada injetável. Vasculhei tudo até que cheguei num especialista, me cobrou uma fortuna, e ele disse: “Marquinhos, é muito simples, estão acusando você através dos seus exames, suplementação de tudo, é como se você comesse peixe e no seu exame tá dando que você comeu carne”. Tem como o peixe virar carne? Não. Então, amigão, alguma coisa errada tem, pode ir atrás. Teve um novo julgamento e fui absolvido.
Daria para voltar a jogar no clube?
A minha maior dor foi depois. Estava em contato com o treinador da época, que era o Milton Cruz, e ele falou que estavam me esperando, que precisavam de mim. Fui absolvido, mas ligava e nem atendia telefone, nem ele nem ninguém do Figueirense. Colocaram um diretor que tinha acabado de chegar no clube pra falar que não contavam mais comigo. Fiquei muito, muito chateado. Muito mesmo.
Marquinhos Silva teve acesso e título com o AvaíFoto: Rodrigo Polidoro/ND MaisE aí você cruzou a ponte, como foi?
O Avaí foi por indicação do filho Marquinhos, que estava treinando comigo no Damir, ex-jogador da base do clube e preparador físico. O Damir me ajudou muito, porque eu não queria treinar, estava largado. Ele me viu treinando bem e falou com o pau dele, que o Avaí estava precisando de zagueiro e o Marquinhos falou com o pessoal de mim. O Geninho tinha trabalhado um pouco comigo no Corinthians, me conhecia, e aprovou. Eu deixei as duas torcidas com raiva, a do Figueirense dizia que eu era traíra e a do Avaí, por outro lado, não queria gavião. Na minha apresentação eu falei: “Não adianta eu vir aqui falar bonito, dentro de campo é onde realmente o jogador fala. Eu vou conquistar o respeito de vocês jogando”. E assim foi. Cheguei na quarta rodada da Série B de 2018 e a gente conquistou o acesso jogando com três zagueiros, eu, Betão e Airton.
Lembra do jogo do acesso contra a Ponte Preta?
O empate nos servia e com 20 minutos eu senti o posterior da coxa. O campo estava pesado e não poderia sair. Avisei a comissão e o Betão para ele ir na bola longa, que nas curtinhas daria para mim. Primeiro tempo assim, fui para o intervalo, injeção, médico mexeu, botei bandagem e fui. Acabou o jogo 0 a 0, subimos, e no outro dia o exame deu lesão grau 2. Fiquei minhas férias toda fazendo fisioterapia. A torcida viu que vesti a camisa, não fui só encerrar a carreira.
Em 2019 o Avaí é campeão catarinense e fui um dos poucos que tem o título nos dois clubes. Não imaginava que o Avaí abriria as portas, por isso que tenho um respeito muito grande pelo Avaí.
Você conseguiu fazer gestão do dinheiro durante a carreira?
Claro, aprendi errando. Quando comecei a ganhar dinheiro minha mãe pegou e investiu em uns sobrados e comprou um carro popular para mim, me deu um talão de 60 folhas para pagar. Fui colher isso o que ela fez anos depois, na verdade ainda estou colhendo. Hoje falo muito para os atletas que é preciso ter educação financeira. Durante o percurso perdi muito dinheiro com compra de carro, investimento errado e perdi. Quando você para de jogar a fonte seca. No meu caso, hoje vivo bem, mas com certeza tendo uma educação financeira desde o início estaria muito melhor.
E parar de jogar foi tranquilo?
Quando encerrei queria fugir do futebol. Tenho uma empresa com meu irmão em São Paulo que é de carros, montei outra de energia solar com ele também. Fui para o outro lado para fugir do futebol. Depois montei a empresa de agenciamento e parei, hoje toco a academia de treino e aperfeiçoamento com o Juninho, a MJ.
Marquinhos tem projeto ao lado do ex-jogador JuninhiFoto: Rodrigo Polidoro/ND MaisNão tem como não perguntar, e a briga com o Tevez?
Meu momento era conturbado, não jogava e o treino era muito pegado. Eu tinha feito a cirurgia no nariz e ele estava chegando firme, mas sem maldade. Quando vou receber a bola ele deixou o cotovelo alto, aí bateu no meu nariz. Aí eu já estava perturbado, né? Quando botei a mão estava o melado de sangue, aí fui para cima dele e nem esperava também, já cheguei, dei soco e o Gustavo Nery veio separar. No outro dia a gente teve de dar entrevista junto, foi coisa de treino e não tinha nada contra ele. Depois o Daniel Passarella, que era o técnico, disse que quem começou a briga foi eu e fui multado e o Tevez não.
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Marquinhos Silva fez gol no último jogo pela Série A disputado no Scarpelli – Nelson Perez/FFC/ND
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Marquinhos Silva revelou se voltaria aos campos como treinador – Reprodução/NDTV RecordTV
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Marquinhos Silva sobre confronto com Corinthians: ‘Todo cuidado é pouco’ – Reprodução/Gazeta Esportiva/ND
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Marquinhos Silva em recuperação no hospital após artroscopia no joelho – Guilherme Baseggio/MKT/HBS
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Bruno Sávio, ao lado do presidente em exercício Amaro Silva e o gerente Marquinhos Santos (à dir.); mais reforços para a reação na Série A – André Palma Ribeiro/Avaí/ND
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Marquinhos Silva no ato da assinatura do contrato com o presidente Battistotti – Divulgação/Avaí/ND
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Pedro Castro, João Paulo e Marquinhos Silva participaram de evento organizado por seus assessores e celebraram a conquista estadual – Anderson Coelho/ND
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Marquinhos Silva, ex-Figueirense, agora no Avaí – André Palma Ribeiro/AvaíFC/divulgação
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Marquinhos treinou entre os titulares e será novidade no Figueira contra o Santa – Luiz Henrique/ND
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Zagueiro Marquinhos abriu o marcador em Varginha – Luiz Henrique/Figueirense/Divulgação/ND
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Capitão Marquinhos jogou uma partida de pebolim com as crianças – Luiz Henrique/Figueirense FC/Divulgação
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Marquinhos, zagueiro do Figueirense. – Luiz Henrique/Figueirense FC
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Exigência do torcedor é série A – Luiz Henrique/FigueirenseFC
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Entrada de Marquinhos no time titular surpreende. Bruno Alves vai para o banco. – Luiz Henrique/Divulgação FFC