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Queda de alimentos e combustíveis ajuda a conter IPCA de junho, diz IBGE

A queda dos preços de alimentos e combustíveis ajudou a conter a pressão da energia elétrica sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho, segundo o gerente do indicador no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fernando Gonçalves. O IPCA subiu 0,16% no mês, após alta de 0,58% em maio.

De acordo com o IBGE, Alimentação e bebidas foi o único grupo a registrar variação negativa em junho, com recuo de 0,24%. O segmento representa 21,75% do IPCA e teve o maior impacto para baixo no índice, de -0,05 ponto porcentual.

Fernando Gonçalves afirmou, nesta sexta-feira (10), que a queda de Alimentação e bebidas pode refletir uma combinação de fatores, entre eles o alívio vindo dos combustíveis, que recuaram 0,48%, a devolução de altas anteriores e uma maior oferta de alguns itens. Ele citou o café como exemplo, com expectativa de safra melhor pressionando os preços para baixo.

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O gerente do IPCA destacou ainda que o resultado da alimentação foi o menor para meses de junho desde 2023. Dentro do grupo, porém, houve comportamento heterogêneo, com produtos como batata, alho e feijão carioca ainda em alta no mês.

No sentido oposto, Habitação apresentou a maior alta entre os grupos, com avanço de 0,63% e impacto positivo de 0,10 ponto porcentual. O resultado foi influenciado pela energia elétrica residencial, que desacelerou de 3,67% para 1,53%, mas permaneceu como o principal impacto individual do mês, com 0,06 ponto porcentual. No Rio de Janeiro, a variação da energia chegou a 5,61%, com o retorno da vigência do reajuste de 15,10% nas tarifas de uma concessionária.

A difusão do índice também perdeu força. A proporção de subitens com aumento de preços caiu de 65% em maio, o equivalente a 245 subitens, para 54% em junho, ou 202 subitens.

Nos índices regionais, Brasília teve a maior variação em junho, com 0,52%, influenciada por itens como passagem aérea e gasolina. Recife registrou queda de 0,20%, pressionada pelo recuo de itens como tomate e gasolina. Com o resultado de junho, o IPCA acumulou alta de 3,36% no ano e de 4,64% em 12 meses, abaixo dos 4,72% observados até maio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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