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Rumo comprou a Rocha? Com rumores de fusão entre as gigantes, saiba o que dizem as empresas

Elas são parceiras há quatro anos. Em março de 2020, a Rumo – maior operadora de ferrovias do Brasil -, assumiu integralmente as operações de descarga do terminal da Rocha, no Porto de Paranaguá. Um mês antes, em fevereiro daquele ano, a concessionária da malha ferroviária iniciou as manobras no terminal da Cotriguaçu. Juntos os dois terminais receberam, no ano de 2020, aproximadamente 6 milhões de toneladas úteis, volume que correspondeu a 30% de todas as cargas de grãos embarcadas pelo corredor de exportação.

A Rocha é uma das empresas portuárias mais antigas em atividade do Brasil. Foto: Divulgação/Rocha

Na ocasião, para que o projeto fosse viabilizado, a Rumo fez a contratação de 81 novos colaboradores e investiu R$ 7,6 milhões em obras de infraestrutura no pátio ferroviário. Os recursos foram aplicados na construção de quatro novas linhas ferroviárias que passaram a integrar e fazer conexões com as linhas já existentes dos terminais, segundo dados divulgados pela empresa, à época.

DEU MATCH?

Nas últimas semanas, vêm circulando em grupos de mensagens, em Paranaguá, áudios que dão conta sobre uma suposta fusão entre a Rocha e Rumo.

A Rumo comprou a Rocha. A Rocha, agora, é só nome fictício”, disse um trabalhador portuário avulso – TPA, que demonstrou preocupação caso a negociação exista, de fato.

Nós, TPAs estamos pensando como que vai ser agora, porque a Rocha nos tratava na ponta do pé. Pense em um operador portuário que mais castiga o TPA dentro de Paranaguá, é a Rocha. É só na ponta do pé”, completou.

O QUE DIZEM AS EMPRESAS

Procuradas pelo JB Litoral, as empresas negaram a transação. A Rumo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a informação não tem fundamento.

Não procede a informação de compra da Rocha pela Rumo”, disse Giana Custodio, gerente de planejamento da área de Relações Institucionais e Governamentais da Rocha.  

O espaço também segue aberto à união de cooperativas Cotriguaçu.

Quatro linhas férreas foram construídas para melhorar as manobras de descarga nos terminais Rocha e Cotriguaçu. Crédito: Divulgação

POTÊNCIAS

Atuante nos serviços de movimentação e armazenagem de granéis sólidos e líquidos, de importação e exportação, produtos siderúrgicos, celulose, cargas gerais transportadas em contêineres e big bags, bem como cargas de projeto, a Rocha Terminais Portuários e Logística, tem uma história que se confunde com a do porto de Paranaguá, tendo sido fundada por Bento Munhoz da Rocha, há 161 anos.

Com base na Cidade Mãe do Paraná, a Rocha expandiu os negócios e opera em outros portos do país: São Francisco do Sul – SC, Rio Grande – RS e Itaqui – MA. Em 2024, a operadora alcançou a marca de 24,3 milhões de toneladas movimentadas em todo o Brasil. Em Paranaguá, esse desempenho foi destacado com a movimentação de 5 milhões de toneladas de granéis vegetais destinados à exportação e 4 milhões de toneladas de granéis minerais para importação

Já a Rumo foi fundada em 2008, pertence ao Grupo Cosan, e é a maior operadora do Brasil em serviços logísticos de transporte ferroviário, elevação portuária e armazenagem, com concessão do Governo Federal, para atuar em uma vasta malha ferroviária, com aproximadamente 14 mil km de extensão, interligando importantes regiões produtoras aos principais portos do Brasil. Em abril de 2015, a América Latina Logística (ALL) foi absorvida pela Rumo Logística.  

Atualmente, a empresa possui uma frota de mais de 35.000 vagões e 1.400 locomotivas, que são utilizadas para transportar diversos tipos de carga, incluindo grãos, açúcar e produtos industriais.

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